Cada capítulo se dedica a um ou mais desses artistas. O livro é recheado por notas de rodapé, onde a referência são os escritos. O livro instiga o conhecimento e, para aqueles que adoram as páginas dos livros, uma possibilidade de conhecer obras fascinantes da literatura, em sua maioria composta de obras americanas e inglesas.
Gastei um tempo maior para lê-lo. Não que seja extenso, mas de forma prazerosa o tornei extenso e intenso. Optei por ler os textos indicados e citados no livro. Logicamente, não fui a todas as referências, mas, com certeza, às que consegui encontrar em sebos e livrarias.
A mágica está em perceber o quanto estas obras são inovadoras, marcam estilos literários diferentes e são uma mostra de liberdade criativa. Importante notar que a escrita, para esses autores, foi sem dúvida a forma de dizer o quão humanos e sensíveis eram e como tudo isso era reprimido devido a forma como vivenciavam sua sexualidade. Com um olhar um pouco mais cuidadoso, podemos notar o lugar privilegiado da escrita, como o uso da linguagem e da palavra (no caso a escrita) possibilita transformar, elaborar, acalmar, pacificar algo em quem escreve e ainda atinge de forma singular quem a lê.
O livro é um conjunto de minibiografias que possibilita a leitura de algumas obras dos biografados, proporcionando uma proximidade da obra e do autor e deixando o leitor com a sensação de intimidade.
Portanto, para iniciar o blog, irei colocar algumas das resenhas feitas das obras que foram lidas em paralelo a Heróis e exílios, algumas vezes tentando analisar a obra e a personalidade do artista.
Título: Heróis e exílios – Ícones gays através dos tempos
Editora: Gutenberg
Autor: Tom Ambrose
Tradução: Elisa Nazarian
Número de páginas: 216
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